Bernardo Romano está pronto para o Mundial Militar de Vôlei de Praia

Feliz com a medalha de prata conquistada neste domingo, no Wolfurt Trophy, na Áustria, o jogador de vôlei de praia Bernardo Romano prepara-se para a disputa, esta semana, do Mundial Militar de Vôlei de Praia, na Alemanha, representando o Exército brasileiro. Em dupla com Jan, o atleta da Equipe Banco Cruzeiro do Sul não terá de passar pelo qualifying, entrando diretamente na chave principal da competição.

“Fiz um ótimo torneio na Áustria, a começar pela alegria de estar jogando novamente e em alto nível”, comemora Bernardo, que passou cerca de três meses afastado das competições depois de ter sido mordido por um pit bull. “Não saí totalmente satisfeito, claro, ninguém gosta de perder, ainda mais depois de tanto esforço”, diz o jogador, acrescentando que as condições do clima, com chuva e frio, tornaram a disputa ainda mais difícil. “Mas como foi meu primeiro torneio ao lado do Jan, acho que começamos muito bem e o melhor é saber que ainda podemos crescer muito como time.”

Jan será o parceiro de Bernardo no Mundial Militar – a dupla foi formada pelo Exército, depois de processo seletivo que envolveu vários jogadores. No circuito nacional, Bernardo joga ao lado de Raphael. “Participamos do torneio na Áustria mais para ganhar entrosamento antes do Mundial”, explica Bernardo. “Foi uma experiência incrível jogar com ele, que é como um irmão para mim. Ficamos muito felizes em quadra e, quando se está feliz com o que se faz, tudo fica ainda melhor.”

Sargento Bernardo: No ano passado, as Forças Armadas começaram a buscar destaques no esporte para reforçar a equipe brasileira que disputará os Jogos Olímpicos Militares, no Rio, em 2011, que, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), devem atrair 5 mil atletas de 110 países em sua primeira edição no continente americano. Bernardo foi um dos escolhidos.

“O processo é demorado”, conta o jogador. “Logo depois da inscrição, os candidatos começam a ser eliminados. Eles olham a posição no ranking, o número de títulos… Depois, vêm os exames médicos, físicos, psicológicos… Tudo isso vai somando pontos e eu fui ficando… E ainda tem a opinião dos técnicos deles. Foram uns dois meses até terminar a seleção.”

“Quem passa na primeira fase, faz um estágio de três semanas, com aulas teóricas e práticas. A última parte é um acampamento, uma experiência única”, diz Bernardo. “Foram três dias, com atividades das 6 às 20 horas sem parar”, conta. “Aprendemos amarrações e nós, a cruzar um rio, a fazer uma boia com a farda. Saía da água e enfiava a farda molhada, ela secava no corpo. O banheiro era no meio do mato, não tinha chuveiro. Tivemos de passar a última noite ao ar livre, só com o saco de dormir, que, para variar, só ia até a minha cintura”, diverte-se Bernardo, que tem 1,98 m.

Segundo o jogador, quando esse treinamento de mato termina, o alívio é muito grande. “Não via a hora de voltar para a base, entrar no chuveiro e trocar de roupa. Mas todo esse treinamento foi mais um reforço da disciplina que o atleta já tem, de como lida com a pressão psicológica.” Os atletas que concluem o curso recebem a patente de terceiro sargento e a boina verde-oliva do Exército, o símbolo da formatura. Além de Bernardo, apenas mais três atletas foram aprovados: Jan, seu parceiro no Mundial Militar e Pará e Roberto Pitta, que também vão disputar a competição na Alemanha.

Bernardo Romano integra a Equipe Banco Cruzeiro do Sul.

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